segunda-feira, 25 de outubro de 2010

No escuro.

Hoje não quero conversar.
Não quero saber de problemas.
Nem contar os meus.
Não quero nem que me conte como foi o seu dia.
Não quero ter que parar para pensar como foi o meu.
Não me peça opinião, ajuda ou apoio.
Hoje não sou apoio, não quero apoio.
Quero me excluir, ficar só, nem comigo mesma.
Não quero ter que pensar, nem ouvir, nem falar.
Meus próprios pensamentos hoje me cansarão.
Quero descanso, repouso, físico, intelectual.
Talvez uma carga de energia me faria bem.
Não quero ter que procurá-la.
Quero ficar só, sem falar, sem pensar, sem agir.
Nem escrever, nem comer, nem rezar, nem ver.
Nada.
Hoje eu só quero isso, o nada.
Não quero ter que ser forte, comunicativa, simpática.
Não quero ter que ser.
Só quero ser hoje o que eu der conta, sem muito esforço.
E acho que isso não será muito.
Então não espere muito de mim, porque hoje, eu não quero me exigir.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Se conselho fosse bom...

Fonte: http://icanread.tumblr.com/  

"But the only thing I can assure you is: wear sunscreen..."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Quem sou eu - versão 100/4 (cem sobre quatro)

TENHO 25 anos,
ESTOU engenheira civil e
TRABALHO com saneamento.

ESTOU noiva do Sr. Rodrigo Bonatti,
FAÇO PARTE de uma família linda, a qual AMO muito e, graças a Deus,
CONQUISTEI maravilhosas amizades ao longo da vida.

ADORO comer, de tudo, mas tento controlar (ano que vem temcasamento),
GOSTO de ler e escrever,
DIVIRTO-ME vendo filmes, dos mais variados estilos.
Meu passatempo preferido? Viajar! Para perto, para longe, cachoeira, montanha, praia....

VOU para academia e para o Centro Espírita como atividades extras,
também GOSTO de dançar, apesar de ter tempo que não o faço..

SINTO saudades de bons momentos que vivi e que não vão voltar nunca mais...
TENHO muita esperança no futuro, não só o meu, mas do mundo inteiro.
Ainda ACREDITO nos seres humanos.

Tenho mais um milhão de coisas para falar sobre meu gostos, estados, conquistas....
Mas quem SOU eu?
Isso eu não faço a mínima idéia... e não tenho a pretensão de saber tão cedo...

sábado, 16 de outubro de 2010

E nesse caos...

Nunca, na história desse país, um candidato ganhou não por amor a ele, mas por ódio ao outro!
Sem entrar em mérito de preferência, seja quem for que vai ganhar, a maioria dos votos ganhos vão ser contra o oponente, não a favor dele (me incluo)!



E em meio a super bem elaborados horários políticos, nem estou conseguindo pensar em coisas mais profundas, então, que chegue dia 31/10!

Fonte charge: http://xinelao.blogspot.com/2010/04/empate-tecnico.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Falando sobre aquele assunto chato...

Indico o texto abaixo que, apesar de ser uma campanha para a Dilma, candidata esta que não apoio, alerta sobre o grava problema da manipulação da mídia elitista. O protesto poderia ter sido feito em nome do Lula, Dilma, ou qualquer outra personalidade fora da elite, mas o que vale neste texto é a razão principal do protesto, e não os personagem políticos. Boa leitura.

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma
24.09.2010


Por Leonardo Boff*

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

*Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

Fonte: Agência Carta Maior.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Conversa Fiada (?)

- Já sei!
- O quê?
- E se a gente tentasse mudar o mundo?
- Beleza, Cérebro, conta aí seu plano infalível...
- Tá afim mesmo?
- Vai...
- Então tá! Eu acho que o primeiro passo é começar a agradecer!
- Valeu então...
- É sério! Éo primeiro exercício! Agradecer tudo que vier na sua vida! Até as coisas ruins!
- Agradecer a quem?
- Hum... você acredita em Deus?
- Não...
- Então, sei lá, agradecer à sua vida!
- Muito abstrato...
- Agradece a você mesmo então! Eu já ouvi uma vez que "nós somos os únicos responsáveis pela nossa história", ou algo do tipo...
- Ah beleza! Estou eu andando calmamente pela rua, quando me surge um sujeito com uma arma e me assalta! Primeiro que eu não fui o responsável por isso e segundo que eu não tenho motivo nenhum para agradecer! Pra mim, esse tipo de coisa não passa de um baita de um azer!
- Então agradece o azar!
- Hãn?!?!?
- Eu falei que era pra MUDAR o mundo! Tudo que é pra mudar exige esforço, sabia? É DIFERENTE do que temos costume!
- Ahn...
- Muda esse pensamento! Quando alguma coisa acontecer, boa ou ruim, agradeça! Já não é uma mudança?
- E o mundo? Fica onde nessa história? Até agora você só falou pra eu me mudar!
- O mundo vai ser o resultado... mas calma! Eu só falei o primeiro passo, que eu também tenho que tentar, não é só você! Agradecer ainda que a contra gosto... Acho que depois vai ficar natural e nem vamos achar a vida tão chata assim! E também acho que isso vai mudar mais um tanto de coisa nas nossas vidas...
- Tipo o quê?
- A vida vai ficar mais leve, e a gente mais leve para o quê e quem fazem parte da nossa vida! As pessoas ao redor vão notar a diferença e quem sabe também não seguem nosso exemplo?
- Tá bom!
- O quê que tá bom?
- Vou começar a agradecer todas as coisas chatas do meu dia-a-dia! Doença, briga em família, cobrança do chefe, falta de grana...
- Jura?
- Uai, juro! Você vai parar de me encher se eu falar que sim? Nossa... ainda tem os outros passos....
- Não, não! Eu paro! Os outros passos a gente vê depois! Nem pensei neles, na verdade...
- Então tá bom, pessoa insuportável! A partir de hoje sou um agradecedor de situações!
- Boa, rapaz! Você já pode começar agradecendo ao azar, ou seja lá o que for, essa pessoa insuportável que te atormenta o tempo todo!
- Na boa!? Você é completamente maluco!
- Você já parou pra pensar quem é louco e quem é normal? A partir de que referencial definimos isso?
- Ah não! Outra conversa profunda intelectual, não! Chega...
- Tá bom, já calei....

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Do plano onírico.

Como mantive do estado de vigília,
Nada mais lindo que um sorriso sincero...



Experimente!

Fotos: olhares.pt
Colagem: Carolina Heller

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Em Busca

Que bom seria...
... esquecer as ofensas e as grosserias que por vezes nos são destinadas. Mas esquecer verdadeiramente, como se elas nunca houvessem existido.
Compreender o real motivo delas e, a partir daí, agir para evitá-las.
Lembrar sempre das palavras encorajadoras e bem intencionadas.
Conseguir reagir aos discursos alheios, ainda que opostos às nossas idéias, com calma, carinho e educação.
Demonstrar com delicadeza e sinceridade nosso afeto àqueles que nos cercam, até mesmo àqueles que não demonstram ou não compartilham do mesmo sentimento.
Saber expressar nossa opinião da maneira correta, na hora oportuna, e com a pessoa devida.
Não maldizer! Por mais errada que nos possa parecer a atitude do outro. Não esquecer que cada um tem seus motivos, sua história.
Abreviar os sofrimentos e prolongar os prazeres.
Reagir a tudo com fé e amor.
Quem sabe um dia...

Imagem: icanread.tumbrl.com

quarta-feira, 21 de julho de 2010

É só acreditar...

Fonte: http://icanread.tumblr.com/

terça-feira, 13 de julho de 2010

Na Correria


Só refletindo um pouco no tanto que NUNCA estou satisfeita. Sempre tenho um motivo de queixa, e que me faz queixar muito. Mas olhando ao redor, vejo que não sou a única assim. As pessoas (nas quais me incluo) parecem estar sempre em busca de algo maior, que as satisfaça. Correm, correm, correm, e não alcançam nunca o que querem, talvez porque não sabem PELO o que correm.
Eu sinceramente acho que o que nos falta é tempo. Tempo para ler um bom livro, ver um bom filme, ficar com as pessoas que amamos, tomar sol, ter uma boa conversa, estudar por vontade própria, sobre história, ciência, espiritualidade... São essas as únicas coisas que eu acredito que possa nos satisfazer, mas por sempre correr, abrimos mão delas.
Não consigo ver sentido nesse estilo de vida moderno...
Bom, fica a mensagem:


Imagem: http://icanread.tumblr.com/