Opiniões, protestos e desabafos, sem a menor pretensão de alguma coisa fazer sentido.
terça-feira, 30 de março de 2010
Simplicidade
terça-feira, 9 de março de 2010
Cenas diárias

Ele chegou ao escritório, pôs o paletó na cadeira, deu um tímido “bom dia” e sentou-se, a espera das ordens diárias de seu chefe.
Não tardou muito. O segundo dissertou durante alguns minutos sobre tudo o que queria naquele dia, cobrando o que deveria ter sido feito nos anteriores. Tais atividades poderiam receber diversos adjetivos, dentre os quais “agradável” não se encontrava.
Com as mãos na cabeça, transformando o discurso do chefe em lista, teve um súbito desejo de desistir, simplesmente não quis mais nada daquilo. Olhou para o computador que recebia e-mails inúteis, sentiu o frio do ar condicionado que secava seus olhos, escutou conversas que não lhe diziam respeito de pessoas que não o respeitavam. Pensou em como seria mais esse dia, lembrando de como foi cada um desde que começou a trabalhar ali, viu tudo como num filme, igual dizem que nos acontece na chegada da morte.
Com os olhos vermelhos, gritou. Direcionou-se ao chefe, mas quis e conseguiu com que todos escutassem. Falou das tarefas tolas que tem feito, que não o permitem mostrar seu talento e capacidade. Reclamou da ignorância com a qual muitas vezes era tratado. Ofendeu a competência de todos seus superiores, sem exceção, apontando erros gerenciais e técnicos. Apontou defeitos que o irritavam em todos seus colegas e no ambiente físico em que trabalhava. Pegou a pasta e o paletó e disse o melhor “até logo” de toda a sua vida, aquele em que esperava que o “logo” fosse “nunca”.
Piscou de repente, balançou a cabeça, voltou à realidade. Lembrou como pagava suas contas. Ainda com as mãos na cabeça, lembrou com mais dificuldade que o habitual qual seria o próximo item de sua lista diária.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
La douleur
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Às Flores que Ofertamos..

Viu barquinho de gazeta
Ancorar no mistério
Notas musicais
Dentre bolas de sabão
que de nossas serenatas vieram
Flores que ofertamos
e que nunca morrerão
em vasos e jarros se bronzeiam
Os anjos de onde vem
sua vida
bem-vinda
a trilha
Os livros não são sinceros
Quem tem Deus como império
No mundo não está sozinho
Ouvindo sininhos"
Magamalabares - Carlinhos Brown
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Tolerância
Segundo o Aurélio, a tolerância é “Tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados...”
Talvez esteja aí a solução para muitos dos problemas da humanidade.
Problemas entre nações, religiões, crenças... Sem ir muito longe, vemos desentendimentos entre pessoas que vivem num mesmo lugar, tem os mesmos credos, mas não conseguem aceitar uma maneira diferente de pensar, nem mesmo de sentir, que é algo involuntário.
Minha proposta de hoje é esta! Tentarmos ser mais tolerantes, percebendo a tolerância em qualquer pequeno momento do nosso dia. Na fila do restaurante, no trânsito, em qualquer conversa que pareça boba, nos pensamentos que dirigimos a outrem... Quem se habilita a tentar comigo??
Só para encorajar:
“Tolerância é caminho de paz.
[...] Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.”
Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier. Da obra: Plantão de Paz
Fonte da imagem: www.olhares.pt


