"Quem esteve aqui Viu barquinho de gazeta Ancorar no mistério
Notas musicais Dentre bolas de sabão que de nossas serenatas vieram
Flores que ofertamos e que nunca morrerão em vasos e jarros se bronzeiam Os anjos de onde vem sua vida bem-vinda a trilha Os livros não são sinceros Quem tem Deus como império No mundo não está sozinho Ouvindo sininhos"
Segundo o Aurélio, a tolerância é “Tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados...”
Talvez esteja aí a solução para muitos dos problemas da humanidade.
Problemas entre nações, religiões, crenças... Sem ir muito longe, vemos desentendimentos entre pessoas que vivem num mesmo lugar, tem os mesmos credos, mas não conseguem aceitar uma maneira diferente de pensar, nem mesmo de sentir, que é algo involuntário.
Minha proposta de hoje é esta! Tentarmos ser mais tolerantes, percebendo a tolerância em qualquer pequeno momento do nosso dia. Na fila do restaurante, no trânsito, em qualquer conversa que pareça boba, nos pensamentos que dirigimos a outrem... Quem se habilita a tentar comigo??
Só para encorajar:
“Tolerância é caminho de paz.
[...] Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.” Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier. Da obra: Plantão de Paz
A conversa com meu pai roubou a esperança de reconciliação com um ente querido.
Um amigo conseguiu roubar minha vergonha, e confessei a ele que estou, entre outras coisas, triste de formar.
Roubaram-me a atenção e conversei até numa aula chata.
Roubaram o banner que tinha a foto de todos os formandos e fazia a contagem regressiva para o grande dia.
Roubei-me a insegurança e fiz uma ótima prova.
Roubaram o retrovisor do meu carro!
A chuva tentou roubar minha saúde, ao descer do carro (aquele sem retrovisor).
O fast-food roubou minha fome e a possibilidade de uma refeição saudável.
Certas pessoas me roubaram a paciência e o equilíbrio, e daí fui sendo roubada: Roubaram-me a classe e a delicadeza. Roubaram-me um nome que eu vinha construindo de educação e cordialidade. Roubaram-me o gosto de cuidar de uma festa pros outros. Roubaram-me a concentração no estágio.
Meu afobamento me roubou meu cotovelo na quina do móvel.
Apesar disso tudo, não conseguiram me roubar o humor nem a vontade de continuar, mas de pouco em pouco, vêem roubando minha esperança nas pessoas....
"Venha conhecer a vida Eu digo que ela é gostosa Tem o sol e tem a lua Tem o medo e tem a rosa Eu digo que ela é gostosa Tem a noite e tem o dia A poesia e tem a prosa Eu digo que ela é gostosa Tem a morte e tem o amor E tem o mote e tem a glosa Eu digo que ela é gostosa Eu digo que ela é gostosa"
A lune ta très jolie hoje... Minha tête anda meio comme ça... Penso que tenho que estudar para aula de économie de l’environnement et logo me vem à mente a économie mondiale, que est presque cassée. Avec l’économie mondiale quebrando, o euro vai nas alturas! E eu que quero voyager, bien manger, sortir, tenho que segurar a onda, porque a Capes depositou trois bourses de uma vez, e perder o controle et dépenser tout est très facile! Com o dólar e o euro lá em cima, a passagem pro mon amour vir fica bem mais chèr, mas j’espère que isso não o desmotive!
Mudando desse assunto de l’économie, que não tem une sollution e que faz chaufer la tête por gusto, o outono ta aí! E paisagem da fenêtre fica cada vez mais linda! Eu, comme une bonne bresiliénne, nunca vi tanta folhinha bonitinha e jeune caída par terre! Minhas anciennes aventuras pelo hesmifério norte foram só pendant l’hiver, así que nem folhas amarelas, nem verdes, nem de aucune coleurs... Aí o clima fica uma delícia! J’adore...
Na verdade, j’adore plusieurs de choses ici! Companhias diferentes,`divertidas! A majorité masculine, mas quem mandou escolher génie civil há quatro anos et demi? Agora acostume-se... Ah! Autre chose que eu descobri aqui é que eu não sou nem comilona e nem bagunceira! RS, Basta encontrar alguém que é ça plus que moi pra eu ficar me achando! To falando da minha collocataire. Super sympa! Já somos vraiment coupines! Mas poxa vida, ela mange beaucoup e deixa o quarto un bordel parfois! Além disso, reclama sem muita raison de plusieurs de choses! Me trata hiper bien, mas aos meus amigos pas, e isso me derrange un peu! Eu adoro ficar aqui com ela, a gente conversa e rigola horrores, mas é tão bom ficar toute seule lá...
Quanto às aulas, motivo principal de eu estar aqui, são très interessantes, un peu dificilles, mas até que já estou me acostumando! Difícil mesmo é concentrer dehors d’École pour étudier, são tantas coisas interessantes que tem nessa França... Il faut profiter, ne?! Six mois passam assim, vite, vite!
Os próximos planos são : Jeu de futebol demain en stade de France, Prague et Lyon en vacances (la semaine prochaine) !
Hum... fiz patte com champion hoje ! To virando professionelle na cuisine!
Espirrei no meu computador. Ele pegou vírus, dos mais horríveis. Tentei com os métodos mais básicos e caseiros, mas o chazinho de mel com limão nada adiantou. Procurei um especialista, mas até aí os vírus já tinham se instalado no pobre computador, ele estava cada vez mais fragilizado. Perdemos uma tarde de trabalho, eu e o especialista. Ele tentou diversas injeções, enquanto eu, apavorada, assistia de camarote a cruel cena. Depois de muito sofrimentos e medos providos de nós 3 (eu, o especialista e a máquina) o bichinho foi pego pelo pescoço, o que nos tirou desta aflição. Esta tarde de ansiedade me mostrou o quanto somos frágeis. Nós, as máquinas....
Disso, todo mundo sabe. Hoje eu sei por um motivo em especial, as mudanças. Mudam-se os programas, os objetivos, os gostos, e, principalmente, o motivo de minha melancolia hoje, é que ao mudar tudo isso, mudam-se, necessariamente, as companhias.
Com caminhos, horários e gostos diferentes e em mutação, as velhas amizades não passam disso, amizades que não são mais atuais ou atualizadas.
É, eu demorei pra aceitar, ou melhor, estou demorando, mas a verdade é essa. Podemos pôr a desculpa nos trabalhos da faculdade, no trabalho que nos faz ficar até mais tarde, na presença do namorado, na falta do namorado, ou no simples clichê “falta de tempo”. Todos esses exemplos que dei, são reais, eles realmente acontecem rotineiramente, mas nenhum deles tem o poder de nos fazer sorrir sozinhos ao lembrarmos 20 anos depois... um encontro com amigos verdadeiros, sim.
Mesmo tendo o certo conhecimento de tudo isso e , intuitivamente, sabendo que nossos amigos também o tem, estou assim há tempos. Com a palavra afogada, sem ter para quem desafogar. Dúvidas que brotam, que não vejo com quem dividir. Programas que não vejo companhia possível...
A distância é assim, ela se instala, e por mais que eu tenha tentado que isso não acontecesse, não tenho o poder de conseguir sozinha.
Isso tudo faz parte de crescer, ser adulta!, me dizem. Pode até ser, estou, então, em fase de adaptação...
Uma notícia de grande destaque esta semana na mídia é a respeito da reintegração de posse de uma área pertencente a uma empresa de ônibus da capital paulista, que foi “invadida” tornando-se uma favela de nome Olga Benário e, até ontem, abrigava mais de 800 famílias.
Diversos fatos chamaram minha atenção neste triste episódio de nossa história, posso começar pela maneira dos nossos mais importantes jornais de nos passar a notícia: “Moradores resistem à reintegração de posse na Zona Sul de SP” (Portal G1); “Cerca de 800 famílias se recusaram a sair de terreno invadido há dois anos e enfrentaram a tropa de choque da Polícia Militar, que cumpria a ordem de reintegração de posse” (Jornal Nacional); e etc.
Fiquei muito assustada ao ver as fotos, vídeos e depoimentos da população “resistente”. Idosos, doentes físicos e mentais, crianças tentando salvar umas as outras, me senti assistindo a um filme de guerra, que possui aquelas cenas atrozes que nos fazem sofrer e agradecer aos céus por isso não existir mais ou aqui no Brasil, é... era isso que eu pensava...
O que muito me assusta é o pensamento que a mídia tenta (e consegue, vide comentários de leitores na internet) instalar nas cabeças brasileiras. Somos levados a ver todas as situações do lado do poder. Um grande empresário tinha um terreno que foi invadido. Querendo de volta o que é seu, entra na justiça para reavê-lo, ganha a causa, deseja a retirada da população que, rebelde, nega a saída. Quanta injustiça com este empresário, e que brutalidade desta população!
E se tentássemos olhar pelo outro lado. O lado de um cidadão que não tinha onde morar e via um terreno lá, vazio, abandonado. Com esforço, ergueu uma casa para si, tentando dar abrigo aos seus (reitero a palavra casa, porque, o que chamamos de “barracão”, é a única casa de grande parte dos brasileiros). Levou a mãe, a esposa e filhos. Após algum tempo, o dono desta terra (vale lembrar que é uma empresa, nem mesmo uma pessoa física) decide que quer o terreno de volta e que, se ele não sair, terá sua casa demolida. Você aceitaria sem resistir?
Não cabe a mim, nem a você, discutir se todos ali assentados têm esta história que “criei” acima. Como alguns justificam, pode sim haver pessoas de má fé, que são “contratadas” por grileiros ou qualquer outro caso contado por aí, mas continuo acreditando que deve ser a minoria, já que estamos falando de 800 famílias, e prefiro não tomar uma pequena parte pelo todo.
Para finalizar, escutei um comentário de Ricardo Boechat da Rede Band News e achei curioso. O nome da favela, Olga Benário, refere-se a uma alemã militante comunista, esposa de Luiz Carlos Prestes, que após ter lutado pela população brasileira foi entregue (grávida) por Getúlio Vargas aos braços de Hitler, acabando em uma câmara de gás. Parece-me um representativo nome para os injustiçados.
Menos pressa de acabar logo a escola para entrar na faculdade... Menos pressa ao ir a faculdade todos os dias querendo formar logo!
Tomar café da manhã sem pressa de começar logo o dia... Almoçar com a menor pressa de voltar ao batente!
Passar o dia sem pressa que ele acabe... Aproveitar a noite não tendo pressa para ir para a cama... Dormir tranquila, sem ter pressa que o outro dia comece logo!
Aproveitar com cautela os dias do mês, para não ter que esperar o fim dele com pressa... Aproveitar os meses do ano, e se surpreender com a chegada do carnaval, sem ter tido pressa que isso acontecesse!
Com menos pressa, eu prestaria atenção em cada detalhe do filme, sem preocupar somente com o fim e os minutos restantes... Os livros que leio seria melhores absorvidos por mim, se eu não aguardasse com tanta pressa a última página... Eu teria uma melhor opinião política, se não passasse apressadamente pelas manchetes do jornal!
Tenho pressa! Pressa em viver, em amar, em crescer... Sem perceber que tudo isso já está acontecendo, estando eu apressada, ou não! Vão, vão!!!