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Opiniões, protestos e desabafos, sem a menor pretensão de alguma coisa fazer sentido.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Na Correria
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Eu desejo...........
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Tomando coragem...
domingo, 6 de junho de 2010
Mais valeria??
Vendi, assim, a preço de banana!
Agora pronto, fiquei sem, e que falta ela me faz...
Era com ela que eu podia ler bons livros, aprender coisas novas...
Ver novela! Eu sei que é fútil, mas aquela hora sem pensar em nada me valia tanto...
Depois que me tomaram minha mais valia, cuidei menos do meu corpo e da minha alma!
Valia-me tanto antigamente, quando eu tinha mais tempo para meus amigos, família, noivo...nem sei onde estão alguns deles hoje.
Devo declarar também que com minha mais valia em mãos alheias, não estou conseguindo planejar meu casamento, escolher apartamento ou enxoval... Será que os donos temporários dela vão me valer uma ajuda?
E estudar? Esse era um plano que tinha muito valor continuar... mas sem minha mais valia comigo, sem chances!
Será que teria mais valido a pena eu ter continuado com ela em mãos?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Muita gente esquece..
terça-feira, 30 de março de 2010
Simplicidade
terça-feira, 9 de março de 2010
Cenas diárias

Ele chegou ao escritório, pôs o paletó na cadeira, deu um tímido “bom dia” e sentou-se, a espera das ordens diárias de seu chefe.
Não tardou muito. O segundo dissertou durante alguns minutos sobre tudo o que queria naquele dia, cobrando o que deveria ter sido feito nos anteriores. Tais atividades poderiam receber diversos adjetivos, dentre os quais “agradável” não se encontrava.
Com as mãos na cabeça, transformando o discurso do chefe em lista, teve um súbito desejo de desistir, simplesmente não quis mais nada daquilo. Olhou para o computador que recebia e-mails inúteis, sentiu o frio do ar condicionado que secava seus olhos, escutou conversas que não lhe diziam respeito de pessoas que não o respeitavam. Pensou em como seria mais esse dia, lembrando de como foi cada um desde que começou a trabalhar ali, viu tudo como num filme, igual dizem que nos acontece na chegada da morte.
Com os olhos vermelhos, gritou. Direcionou-se ao chefe, mas quis e conseguiu com que todos escutassem. Falou das tarefas tolas que tem feito, que não o permitem mostrar seu talento e capacidade. Reclamou da ignorância com a qual muitas vezes era tratado. Ofendeu a competência de todos seus superiores, sem exceção, apontando erros gerenciais e técnicos. Apontou defeitos que o irritavam em todos seus colegas e no ambiente físico em que trabalhava. Pegou a pasta e o paletó e disse o melhor “até logo” de toda a sua vida, aquele em que esperava que o “logo” fosse “nunca”.
Piscou de repente, balançou a cabeça, voltou à realidade. Lembrou como pagava suas contas. Ainda com as mãos na cabeça, lembrou com mais dificuldade que o habitual qual seria o próximo item de sua lista diária.







